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25/11/2004 15:09
Breve pensamento sobre a ação. Muito breve!
Escrever algo sobre a ação. Que tarefa! Parece tão simples, afinal, é algo que está mais ou menos claro na minha mente, não deveria ter dificuldades para fazê-lo. Ação é ação! Vamos ao cerne, o dicionário: ato ou efeito de atuar; resultado de uma força física ou moral; possibilidade de executar alguma coisa; modo de proceder; atividade, energia, movimento. (Dic. Melhoramentos). Mas a ação (dramática) não pode ficar apenas no físico ou mental, mas na união dos dois.
Cotidianamente agimos a todo instante, tudo é ação. Mas cenicamente falando algo precisa se transformar. Não me interessa esta energia/movimento, se na cena ela for cotidiana. Pode até ser uma ação cotidiana, mas sua construção, antes de ir para a cena, deve ser feita a partir de estados físicos extra-cotidianos. E mesmo assim, posteriormente, enquanto espetáculo, não será cotidiano, pois o estado, o local e o momento por si só já são extra-cotidianos.
Como se dá então essa construção da ação? Quer seja sobre o companheiro ou um objeto, algo deve me mover, mesmo que não seja possível ver fisicamente, mas internamente algo me transforma antes de exteriorizar fisicamente a ação.
Yoshi Oida diz que para aperfeiçoarmos uma ação, para que tenha um verdadeiro sentido, deve-se fragmentá-la. É preciso detalhá-la mais e mais. Por exemplo: se levantar o braço, de onde e por qual motivo parte o primeiro impulso, o que se move em seguida, e assim por diante, até chegar ao final da ação.
Na construção da ação é preciso perceber tudo que ocorre com nosso processo de criação. Observar detalhes que podem passar despercebidos, e que poderiam ser de grande importância. Fugir da previsibilidade é de suma importância, o ideal é se entregar aos estímulos e sensações (desde que seja verdadeiro), sem se preocupar, neste primeiro momento, com a forma. A cada instante devo ir um pouco mais, sem medo. Neste caso o trabalho sobre si é intenso e confrontador. Procuro o limite, mas quando encontro já não me serve, pois necessito rompê-lo para ir à diante. Não posso ter medo de abrir mão daquilo que já criei, é uma troca constante. Quando mudo algo, é porque vai me trazer um refinamento maior, mais sensibilidade. Galgando desta forma, mais um degrau em direção a precisão e espontaneidade.
No teatro não funcionamos como fotografias, pois a imagem que temos/vemos deve estar em constante estado de transformação para se encaixar na próxima imagem, e esta para a seguinte.
boas reflexões :o)
hj arrumei 1 tempo p/ atualizar.
+1x sejam bem vindos. aproveitem p/ visitar blog d 1 amigo e ex-profº meu na furb. bjs p/ tds visitantes.
http://paulogaiger.blogspot.com
enviada por james
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