:: em busca da luz... sigo c/ minha lanterna de facho escuro ::


14/11/2004 01:42
CONTATO IMPROVISAÇÃO: UMA DRAMATURGIA FÍSICA

Criado pelos bailarinos norte-americanos Steve Paxton e Nancy Stark Smith, em 1972, o Contato Improvisação fornece a seus praticantes noções do uso do próprio peso, equilíbrio e tônus muscular, numa dança que se desenvolve do contato físico, criando um diálogo improvisado por meio de movimentos corporais.
Esta combinação de dança e teatro, se desenrola quando duas ou mais pessoas se movem, ao mesmo tempo e sem perder o contato (não necessariamente físico), dando e apoiando peso, tomando consciência dos vários efeitos desta troca. Nada é predeterminado ou estimulado por algo que não esteja contido na própria prática. Os movimentos que vão surgindo de forma espontânea são guiados somente pela energia da interação entre os corpos, de acordo com as leis da física (gravidade).
O Contato Improvisação é bastante utilizado por bailarinos e atores com a finalidade de desenvolver maior precisão nos movimentos físicos (percepção de espaço, tempo e força física) e de expressividade (emoções, idéias e energias corporais), fazendo com que a percepção de seu corpo e de suas ações o ajudem a desenvolver sua sensibilidade, capacidade criativa e interatividade. Também ajuda a desenvolver centros de impulso e controle conscientes, pela utilização de centros não-conscientes (sensações de posição, tonicidade dos músculos e reflexos de postura), possibilitando uma maior percepção corporal, e com isso gerando movimentos fluentes.
Um dos pontos de partida para o C.I., é a percepção anatômica, primeiramente de si e posteriormente do outro. É sentir e perceber como meu corpo é (enquanto estrutura óssea), seu formato, onde e de que forma cada osso termina e começa, tentando perceber detalhes mínimos, quase imperceptíveis como, relevo, curvatura, articulações etc. É de extrema importância que se crie espaços entre os ossos e suas articulações, como se o ar pudesse atravessar estes espaços fechados pelo cotidiano.
O C.I. faz surgir uma dança que respeita a anatomia de cada corpo e explora a singularidade de cada um. Através do estudo das funções físicas do movimento e do desenvolvimento do potencial poético, procura traduzir esteticamente questões que permeiam a atual condição humana, promovendo uma interação entre os diferentes corpos e também entre estes e o meio ambiente.
Paxton afirma que a história de cada indivíduo tem interferência no trabalho, cada momento que vivemos e passamos deve ser respeitado e levado em consideração, pois é algo que lhe pertence, já está gravado, e fingir que não existe pode ser o desperdício de algo realmente interessante como material criativo. Conforme Tica Lemos, qualquer pessoa que assimila essa técnica pode se tornar capaz de desenvolver um trabalho criativo e pessoal, com propósitos tanto artísticos como pedagógicos e sociais.
Entre outros conceitos, o C.I. pratica a escuta coletiva e da improvisação como uma ação que resulta em reações em todos os corpos envolvidos. Estimulando a descoberta de seu próprio vocabulário através de uma profunda consciência corporal, que envolve literalmente todo o corpo (ossos, músculos, respiração, sistema nervoso, sistema dos sentidos etc). Partindo do princípio de que o corpo é sensório-motor, cada indivíduo se instrumentaliza na organização corporal, na coordenação motora comum a todos e na qualidade de seu próprio movimento para expor seus depoimentos pessoais provocados por vivências.

(Texto baseado em experiências próprias, cursos, matérias jornalísticas e páginas da internet).



os 5 reunidos na nossa escola.
foi no início deste semestre, no início das atividades, enfim, no início d 1 nova fase... cada 1 do seu jeito, c/ sua cara, suas manias, pensamentos +/- em comum, mas sempre acreditando e buscando 1 grupalidade no fazer artístico.
tenho muito carinho por cada 1!

enviada por james






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